quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Declaração declarada

(Priscilla Fujiwara)

Saudades do tempo em que amava
Tão intensamente que me perdia
De mim e só me reencontrava em ti
Minha alma ficava distendida
No seu varal, no quintal, enfim

Ah, como eu quero voltar a sentir de novo
Você dentro, embaixo, sob ou fora
Mas aqui

É uma declaração, declarada
Que o amor sobreviveu
Aos anos, a dor, a nós a mim
Quero o amor, e que se foda amar.
Volte amor, que o resto a gente resolve.

O amor não tem nome
Nem rosto ou cheiro
Mas quando tem dono, morre
Amar é preciso, viver não.

2 comentários:

  1. Prestes a me separar do grande amor de minha vida, é difícil assumir que ainda se ama. Mais difícil ainda é declarar o declarado: nos amamos, mas mesmo assim optamos por acordo de ambos pela separação. São 2 anos tentando, mais 3 meses com as papeladas paradas no cartório. Advogado pago, namoros paralelos e ainda o elo continua. Elo invisível, porém forte. As trocas continuam. Eu te leio, você me lê. Sei que está me lendo agora.

    Comecei uma nova relação, com alguém que ainda não sabe o que é amar, companherismo, lealdade e fidelidade. Mas será que mais alguém sabe além de você? A gente pode ensinar o outro a ler, a contar, a falar, mas nunca a ser humano. Isto ou se aprende com a vida, ou se é abandonado por ela. E eu insisto em relações fracassadas. A gente entra nessas armadilhas depois que descobre que o grande amor se foi e o que nos resta é nos distrair com os banais superficiais que cruzam o nosso caminho.

    Desculpem-me a amargura, mas o que nos resta quando o amor fica no passado.
    Priscilla

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