(Roberto Scara)
Agora aqui...na sua frente, dizendo coisas
De que adianta dizer se não me escuta?
Para onde eu viro vejo você me olhando
E continuo a falar sem que haja uma resposta sua
Procuro mais motivos para tanta insistência
Eu sozinho aqui pensando alto com as mãos atadas
Cego sem a visão da cor
Cantando a solidão pelo tudo ou nada, mas amor...
Eu amo mais
Muito mais que tudo isso
Amo tudo em você
Por isso existo
Mesmo que seja por dizer...
Eu caminho só nesta estrada de uma mão
Mostro tudo o que não vejo no espelho
Invento formas de mentir toda verdade
De maquiar a ilusão que na verdade eu desejo
Não é tão fácil enxergar à luz do escuro
E nem tentar dizer sem nada a receber
Só insisto tal grande é o que sinto
Eu quero o mundo que existe em você...
quarta-feira, 24 de março de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
domingo, 20 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Declaração declarada
(Priscilla Fujiwara)
Saudades do tempo em que amava
Tão intensamente que me perdia
De mim e só me reencontrava em ti
Minha alma ficava distendida
No seu varal, no quintal, enfim
Ah, como eu quero voltar a sentir de novo
Você dentro, embaixo, sob ou fora
Mas aqui
É uma declaração, declarada
Que o amor sobreviveu
Aos anos, a dor, a nós a mim
Quero o amor, e que se foda amar.
Volte amor, que o resto a gente resolve.
O amor não tem nome
Nem rosto ou cheiro
Mas quando tem dono, morre
Amar é preciso, viver não.
Saudades do tempo em que amava
Tão intensamente que me perdia
De mim e só me reencontrava em ti
Minha alma ficava distendida
No seu varal, no quintal, enfim
Ah, como eu quero voltar a sentir de novo
Você dentro, embaixo, sob ou fora
Mas aqui
É uma declaração, declarada
Que o amor sobreviveu
Aos anos, a dor, a nós a mim
Quero o amor, e que se foda amar.
Volte amor, que o resto a gente resolve.
O amor não tem nome
Nem rosto ou cheiro
Mas quando tem dono, morre
Amar é preciso, viver não.
sábado, 28 de novembro de 2009
Auto-sabotagem
(Priscilla Fujiwara)
É deveras brega escrever sobre a traição e sua dor.
Mas está insuportável viver do seu lado.
Sofro sozinha com este sentimento amargo,
No meu inferno vejo-te dormir cheio de cuidados.
Optei pela cegueira branca e sofro em silêncio
Só não sei até quando irei suportar suas mentiras
Dor que não é compartilhada apodrece por dentro
Quando terei coragem de partir e ir embora?
Morre-se quando não se defende e engole o medo
Trair é trair-se e não se permitir ser intenso
É saída da pessoa incapaz de se entregar por inteiro.
Covarde, vil, sem caráter, fraco
A mágoa intensa não é de sua mentira
Mas é porque já não posso mais acreditá-lo
Ao lhe perdoar sem você me pedir perdão,
Evito que você seja mais sujo do que já é.
Perco o sono, o estômago embrulha e a face arde
Não há mais dor e nem consigo ser tempestade.
Quando tudo terminar o que irá sobrar de mim?
A cada traição você me dá veneno para a alma.
É deveras brega escrever sobre a traição e sua dor.
Mas está insuportável viver do seu lado.
Sofro sozinha com este sentimento amargo,
No meu inferno vejo-te dormir cheio de cuidados.
Optei pela cegueira branca e sofro em silêncio
Só não sei até quando irei suportar suas mentiras
Dor que não é compartilhada apodrece por dentro
Quando terei coragem de partir e ir embora?
Morre-se quando não se defende e engole o medo
Trair é trair-se e não se permitir ser intenso
É saída da pessoa incapaz de se entregar por inteiro.
Covarde, vil, sem caráter, fraco
A mágoa intensa não é de sua mentira
Mas é porque já não posso mais acreditá-lo
Ao lhe perdoar sem você me pedir perdão,
Evito que você seja mais sujo do que já é.
Perco o sono, o estômago embrulha e a face arde
Não há mais dor e nem consigo ser tempestade.
Quando tudo terminar o que irá sobrar de mim?
A cada traição você me dá veneno para a alma.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Poesia do Nada
(Priscilla Fujiwara)
Acho que sou tão prosa,
Falo, desentalo, remendo as palavras
Sou o avesso da harmonia
Contrária às rimas, entrelinhas
Narro, relato, descrevo
Poxa, e quando vejo
Há tudo, menos poesia.
Se você me pede para eu escrever para a música
As minhas palavras são solteiras
Não sei se existe melodia para se casar
Tem cara de moda de viola com seus causos
Ora se namora com o blues e a sua melancolia
Mas pode ser bossa com o seu jeito desafinado
De falar-cantar-musicar.
Não quero falar de amor sem amar
Nem de dor se o que sinto é pior
È a ausência de qualquer sentimento
Vazio de tudo
É não estar no mundo
Nem em mim
Nem em ti
Não há poesia para o nada.
Não sei cantar a vida
Nem escrever os indescretível
Vivo no caos, do caos
Só sei andar errante, divagante
Não conheço as regras
Não me enquadro nos quadrados
Será que há melodia para as minhas palavras?
Será que há música que um dia se case com a minha prosa?
Mas aceito o desafio
Quem sabe um dia eu me enquadre
Em um relacionamento
Em um emprego
Em uma cidade
Em algum ritmo
Na sua musicalidade
Acho que sou tão prosa,
Falo, desentalo, remendo as palavras
Sou o avesso da harmonia
Contrária às rimas, entrelinhas
Narro, relato, descrevo
Poxa, e quando vejo
Há tudo, menos poesia.
Se você me pede para eu escrever para a música
As minhas palavras são solteiras
Não sei se existe melodia para se casar
Tem cara de moda de viola com seus causos
Ora se namora com o blues e a sua melancolia
Mas pode ser bossa com o seu jeito desafinado
De falar-cantar-musicar.
Não quero falar de amor sem amar
Nem de dor se o que sinto é pior
È a ausência de qualquer sentimento
Vazio de tudo
É não estar no mundo
Nem em mim
Nem em ti
Não há poesia para o nada.
Não sei cantar a vida
Nem escrever os indescretível
Vivo no caos, do caos
Só sei andar errante, divagante
Não conheço as regras
Não me enquadro nos quadrados
Será que há melodia para as minhas palavras?
Será que há música que um dia se case com a minha prosa?
Mas aceito o desafio
Quem sabe um dia eu me enquadre
Em um relacionamento
Em um emprego
Em uma cidade
Em algum ritmo
Na sua musicalidade
Vestes de Solidão
(R o b e r t o)
Coloco minhas vestes de solidão
E tiro o que me resta da mentira
Eu maquio disfarçando o vazio
Realçando a ilusão
Que culpa tenho de estar sentido
Isolar e a nada dar ouvidos
Me virei pro lado avesso
Avesso ao sentimento...
Visto o que me cai de melhor
Mas que tenha cara de desprezo
Arrumando minha cara a tapa
O que eu quero é sossego
Que culpa tem o medo enlouquecido?
Sozinho eu procuro mais perigo
Tô cansado desse mesmo preço
Juros do mesmo erro...
roberto
(R o b e r t o)
Coloco minhas vestes de solidão
E tiro o que me resta da mentira
Eu maquio disfarçando o vazio
Realçando a ilusão
Que culpa tenho de estar sentido
Isolar e a nada dar ouvidos
Me virei pro lado avesso
Avesso ao sentimento...
Visto o que me cai de melhor
Mas que tenha cara de desprezo
Arrumando minha cara a tapa
O que eu quero é sossego
Que culpa tem o medo enlouquecido?
Sozinho eu procuro mais perigo
Tô cansado desse mesmo preço
Juros do mesmo erro...
roberto
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